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sábado, 25 de agosto de 2012

[DOWNLOAD] 2008 - Bom Todo - Zabé da Loca




Zabé da Loca esteve durante 25 anos em uma caverna. Como um segredo bem guardado da música popular brasileira, aos 84 anos de vida, Isabel Marques da Silva (Zabé da Loca), tira da sua antiga flauta de pífano a música que embala a solidão sertaneja.

Bom Todo (frase que, por sinal, é uma das poucas que Zabé normalmente profere – e só em grande estado de contentamento) é o sonhado registro de uma música que, em sua forma, remete aos mestres da Banda de Pífanos de Caruaru. Pequenina, sempre com seu cigarrinho de fumo de rolo, Zabé da Loca gravou pela primeira vez nos anos 90. E só saiu do eixo Paraíba-Pernambuco em 2004, para participar, em Brasília, do projeto de shows Da Idade do Mundo, uma idéia da produtora Lu Araújo, ex-dona de uma loja de LPs independentes, hoje à frente da empresa Lume Arte que produz a Mostra Internacional de Música em Olinda, a MIMO. Lu Araújo já conhecia a pifanista de gravações e, desde então, alimentava planos de dar a ela o disco que ela sempre mereceu. A produtora a conheceu no ano de 2003 através de um CD homenagem de músicos paraibanos. “Eu fiquei muito impressionada e de imediato idealizei uma série de shows pensando em juntar pessoas como Zabé, que com extraordinária capacidade artística estavam começando a carreira tardiamente.”

Desse sonho, nasceu Bom Todo, que não por acaso é o lançamento inaugural da Crioula Records, selo da produtora, dedicado à música brasileira. Bom Todo começou a tomar forma quando, pelas mãos de Lu Araújo, Zabé e seu grupo se encontraram em 2005, num estúdio em Recife com Carlos Malta, homem dos mil instrumentos de sopro. “Meu primeiro encontro com Zabé, foi em Brasília. Fiquei maravilhado com o som dela. Depois ela conheceu o Pife Muderno (grupo musical liderado por Carlos Malta) e se apaixonou. A partir daí foi muito tranqüilo o nosso encontro musical”, explica Carlos.

O CD Bom Todo é trance regional. Começa pela agalopada “Queima”, faixa em que duelam Zabé e de seu grande parceiro Manoel Leite de Melo, o Beiçola, músico de mãos tortas, que veio a falecer em 2006, deixando aqui alguns de seus últimos registros.

Zabé já se apresentou para ministros em Brasília, feiras de música pelos quatro cantos do país, e fez parceria com Hermeto Paschoal no Fórum Mundial de Cultura, em São Paulo, ocasião em que foi aclamada pelo público, merecendo atenção especial dos participantes estrangeiros. Há três anos o Incra construiu uma casa para abrigar a artista. Zabé, no entanto, não consegue se adaptar, e vira e mexe foge para o seu mundo de rocha e taipa. “Acho melhor morar na loca mesmo. É onde eu me sinto feliz”

“Não sou musiqueira”, afirma a pifanista, mas a música de Bom Todo ultrapassa as barreiras, os limites do regional. O produtor Carlos Malta chegou a viajar e gravar algumas canções na própria loca de Zabé. “Ela pode até afirmar que não é “musiqueira” (músico que lê partitura, segundo Zabé) mas tem ouvido, um conhecimento musical e de harmonia que a transformam numa mestre.”

Tracklist:
01. Queima
02. Limoeiro
03. Pifada da Loca
04. Caboré
05. Santa Catarina
06. Veja a Vida Como é
07. Xote Arrumadinho
08. Balaio da Onça
09. A Nova
10. Vai Minininho
11. Sala de Reboco
12. Hino Nacional Brasileiro
13. Borborema
14. É o Que Vier
15. Alvorada
16. Saí de Casa

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