A importância do disco é que ele transpira brasilidade por todos os poros, tanto no pandeiro de Marcos Suzano, como no swing do violão de Lenine. E a brasilidade continua presente mesmo nas faixas com acento pop, como em "Acredite ou não", que abre o disco, parceria com o paraibano Bráulio Tavares.
A forma de tocar o violão, a percussão, as dinâmicas, os timbres. É um trabalho que nota-se a mistura de levadas brasileiras, mas que não descarta o rock em certos momentos. Nunca em primeiro plano ou sendo protagonista, longe disso.
Olho de Peixe foi uma injeção de ânimo para a música brasileira. Isso não é exagero, é um fato. Um novo ângulo, um novo jeito e isso em plenos anos 1990, quando o grunge reinava no mundo pop e a MPB estava numa mesmice absoluta. Desse álbum é bom escutar até a reverberação do estúdio.
Mas não é só a sonoridade que é original. As letras e a interpretação também fizeram a diferença. O uso do violão como, digamos, percussão acidental. A mistura de Recife com Rio de Janeiro ficou bacana e tão natural e espontânea que não é nada estranho ouvir frases como “Surfista na Central” e “Metaleiros no Maraca” no mesmo lugar onde tem “Sou um boneco de mestre Vitalino / Dançando uma ciranda em Itamaracá”.
Tracklist:
01. Acredite ou Não
02. O Último Pôr do Sol
03. Miragem do Porto
04. Olho de Peixe
05. Escrúpulo
06. O Que É Bonito?
07. Caribenha Nação / Tuaregue e Nagô
08. Lá e Lô
09. Leão do Norte
10. A Gandaia das Ondas / Pedra e Areia
11. Mais Além

Oi,
ResponderExcluirEncontrei essa postagem enquanto procurava assuntos sobre o Lenine. Muito legal!
Abraços,
Zuza Zapata
www.zuzazapata.com.br