O álbum prioriza a simplicidade e uma instrumentação enxuta, Seu sejo era fazer algo solitário, expressar-se só. "Eu não queria voltar ao estúdio com a mesma formação: um maestro, um diretor musical, os arranjos escritos. Eu queria, antes de tudo que fosse um disco muito nu, que fosse voz e instrumento" disse Bethânia em coletiva de imprensa.
O cantor e compositor Djavan, compôs a faixa "Vive", que foi escrita para Bethânia, na qual ele também participa tocando violão. A canção "O Velho Francisco (Lenda Viva)", composta por Chico Buarque, tem arranjos de Lenine - que também toca violão e foi produzida com o objetivo de ter mais "pegada", do que a versão original. Maria Bethânia queria que a faixa possuísse uma potência e um peso nas palavras, "que doessem mais", além da força rítmica do violão.
A cantora convocou instrumentistas da "nova geração", como Hamilton de Holanda, André Mehmari, Vítor Gonçalves. Segundo ela, "o Brasil tem apresentado uma geração de extraordinários músicos, queria estar perto deles de algum modo. Como sou muito intérprete, mais do que cantora, era um sonho que não sabia se poderia realizar. Tive a alegria de eles se interessarem. E vieram lindos, amorosos. O resultado saiu como eu queria".
O nome do álbum, "Oásis de Bethânia", foi inspirado em um texto da própria cantora, é a primeira vez que ela decide gravar um texto de sua próxima autoria. Para ela, seu "oásis", é o sertão brasileiro, "onde não tem nada, não tem água, então falta tudo, a vida é seca. É uma condição limite que Deus coloca e, para mim, isso é como se fosse uma fonte, uma nascente muito pura. Para eu não me perder, tenho sempre de lembrar que existe esse lugar no meu país". A capa é um retrato feito por Gringo Cardia do sertão de Alagoas, numa paisagem árida.
Tracklist:
01. Lágrima
02. O Velho Francisco - Part. Lenine
03. Vive - Part. Djavan
04. Casablanca
05. Calmaria
06. Fado
07. Barulho
08. Lágrima
09. Carta de Amor
10. Salmo

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